Essa é a primeira pergunta de quase todo mundo que chega até a gente. A resposta honesta é: depende de seis escolhas, e a diferença entre a combinação mais barata e a mais cara pode passar de cinco vezes para a mesma pessoa. Neste guia você entende cada uma delas e sai sabendo onde dá para economizar.
1. A idade de cada pessoa
O preço de um plano de saúde é montado por faixa etária. A ANS define dez faixas: 0 a 18 anos, 19 a 23, 24 a 28, 29 a 33, 34 a 38, 39 a 43, 44 a 48, 49 a 53, 54 a 58 e 59 anos ou mais.
Duas regras protegem o consumidor:
- O valor da última faixa (59+) pode ser no máximo seis vezes o valor da primeira (0 a 18).
- Depois dos 59 anos não existe mais reajuste por mudança de idade. O que continua existindo é o reajuste anual.
Por isso a cotação sempre pede a idade de cada pessoa, e não só "quantas pessoas". Uma família com dois adultos de 35 e duas crianças paga bem diferente de um casal de 58.
2. A forma de contratação
Existem três jeitos de contratar, e o preço muda muito entre eles:
| Modalidade | Quem pode | Preço |
|---|---|---|
| Empresarial (PME) | Quem tem CNPJ, inclusive MEI | Normalmente o mais barato |
| Por adesão | Quem tem vínculo com entidade de classe | Intermediário |
| Individual ou familiar | Qualquer pessoa, no CPF | Normalmente o mais caro, mas com reajuste limitado pela ANS |
Se você tem MEI ou é sócio de uma empresa, vale sempre cotar o plano empresarial. Em Curitiba, várias operadoras aceitam a partir de 2 vidas.
3. Regional ou nacional
Um plano regional cobre Curitiba e região metropolitana (e atende urgência em outros lugares conforme o contrato). Um plano nacional cobre o Brasil todo. Para quem vive e trabalha aqui, o regional costuma resolver e sai bem mais barato. O nacional faz sentido para quem viaja muito ou tem família em outro estado.
4. Enfermaria ou apartamento
Só muda alguma coisa quando você é internado. Na enfermaria o quarto é dividido; no apartamento é individual e com acompanhante. A diferença de preço fica, em geral, entre 15% e 30%. Explicamos melhor em enfermaria ou apartamento.
5. Com ou sem coparticipação
No plano com coparticipação você paga uma parte de cada consulta ou exame que usar, e em troca a mensalidade cai. Algumas operadoras daqui colocam teto por procedimento e isentam a internação, o que deixa o modelo bem previsível. Veja os detalhes em coparticipação: quando vale a pena.
6. A rede de hospitais
É aqui que mais gente erra. Dentro da mesma operadora existem planos com redes diferentes. O plano de entrada pode não ter o hospital que você quer, e o de cima pode ter hospitais que você nunca vai usar. Antes de olhar preço, liste os hospitais e laboratórios que importam para você. Temos uma página com os hospitais de Curitiba e os planos que atendem em cada um.
Do mais barato ao mais caro
Mantendo a mesma idade, a ordem mais comum em Curitiba é esta:
- Plano regional de rede própria, com coparticipação e enfermaria (por exemplo, Clinipam ou Nossa Saúde).
- Plano regional de rede credenciada ampla (por exemplo, Unimed Curitiba, Paraná Clínicas ou Amil Bronze e Prata).
- Plano nacional, com apartamento e sem coparticipação (SulAmérica, Bradesco Saúde, linhas superiores da Amil).
Para quem tem 44 anos ou mais, a MedSênior é uma opção à parte: planos sem coparticipação e com foco em medicina preventiva.
Como pagar menos sem se arrepender
- Cote pelo CNPJ ou MEI sempre que puder.
- Escolha a rede pelo hospital que você realmente usa, não pelo nome da operadora.
- Se ninguém da família usa muito o plano, a coparticipação com teto costuma compensar.
- Se você já tem plano há mais de um ano, pergunte sobre redução de carência na troca.
- Peça a comparação de pelo menos três operadoras com a mesma rede de hospitais.
A cotação na ArauCor é gratuita e você recebe os valores de todas as operadoras no WhatsApp, lado a lado.



